O grupo de artistas da exposição coletiva Casa-território /// Território-casa é composto por criadores de sete nacionalidades diferentes, incluindo artistas brasileiros e migrantes estabelecidos no Brasil. A riqueza do coletivo manifesta-se na variedade de suportes utilizados - incluindo pintura, vídeo, fotografia, performance, instalação e colagem - e na diversidade temática de sua produção, a qual manifesta diferentes perspectivas e vivências sobre os deslocamentos humanos.
Allan Rosário
O paulista pesquisa a relação entre a diáspora, o afeto e a ruína por meio de suportes como gravura e fotografia.
Diana Akokán
A colombiana externa as dores e lutos da necropolítica migratória em suportes como suas máscaras mortuárias.
Camila Canela
Indígena da etnia Apanjêkra Canela, expressa-se de forma multiartística no muralismo, na performance, na videoarte e na pintura.
Espejismo
A paulistana de origem aymara ressignifica os espaços historicamente impostos sobre sujeitos racializados através do trabalho manual e da colagem.
Herbert de Paz
O salvadorenho propõe reflexões críticas sobre a influência colonial na construção do imaginário social a partir da pintura e da colagem.
Matheus Pires
O goiano investiga a relação imagética entre deslocamento, paisagem e política, adotando o ato de caminhar como método em diferentes suportes.
Oksana Rudko
A russa investiga a experiência do deslocamento por meio de imagens e sons captados em estreita colaboração com comunidades e indivíduos.
Oriana Pérez
Artista da Venezuela investiga memórias e identidades diaspóricas, explorando os modos como corpos em trânsito criam novos sentidos de pertencimento.
Tatá Bernardo
O angolano aborda a complexidade da identidade humana, o afeto e as novas formas de conexão social disparadas pelo contato cultural.
Zé Angel
O cubano cria pinturas a óleo baseadas na experiência de deslocamento, tratando de forma sensível as dimensões de esquecimento e esperança nas trajetórias migrantes